A caixinha
Eu gostava muito de ficar naquela praça, todos os dias durante a tarde, brincava de vôlei, pega-pega, pique esconde e muitas outras brincadeiras, mas eu nunca deixava de observar aquela senhora que ficava sentada no banco da praça, cabelos brancos, com um olhar melancólico cujos olhos verdes, sempre me perguntei:"porque será que ela olha tanto para mim?pobre velhinha, deve está abandonada."um dia, terminando de brincar de vôlei, resolvi ir ate ela.
__Boa tarde!posso me sentar com a senhora?
__Pode sim.__sua voz era abafada como se fizesse muito tempo que não falara com ninguém
__Eu me chamo Thais , qual é o seu nome?
__Meu nome e Ana ;Thais, quantos anos você tem ?você gosta de ler? qual o seu doce preferido?
__Tenho doze anos gosto de ler e amo doce de leite com coco
__Você gosta de caixinhas pequenas de madeira ?
__Como assim?
__Tipo um porta joia só que em madeira.
__Ah, entendi, mais não tenho nenhum. por que a pergunta?
__ É que quero te dar um pra você nunca esquecer de mim , vamos na minha casa ?
__Sim, vamos __saímos em direção a casa dela que era perto de um museu, tipo casa antiga. ela olhou para mim e pediu que eu pegasse a chave que estava embaixo de uma pedra, peguei e abri a porta. ela mandou eu sentar, sentei e ela me disse:
__A caixinha está aí em cima da tv, pode pegar __me levantei e peguei a caixinha de madeira pequenininha com o formato de um coração, uma doçura. E falei com subjetividade:
__Realmente é muito linda, mas eu não posso aceitar .por favor aceite, há dois anos que quero lhe dar porque sei que você cuidará dela muito bem.
__Tá bom eu aceito, muito obrigado mas por que você está com ela pra mim dar há dois anos? por que nunca me chamou e me deu ?
__Não posso falar agora, você entenderá.
__Eu já vou para casa, tchau amanha eu volto, certo?
__Sim mas por favor não diga a ninguém sobre a caixinha ela e só sua. tranque as portas que vou dormir, e deixe a chave no mesmo lugar__atendi a seu pedido , tranquei as portas porque ela pediu e disse que se ela quisesse sair ela tinha outra chave. achei estranho e fui embora.
No dia seguinte fui a casa dela, e quando cheguei tinha uma mulher de aproximadamente uns trinta anos de idade, me aproximei e perguntei:
__Posso falar com a dona Ana?
__Que brincadeira de mal gosto é essa ?Ana e a minha mãe que morreu há dois anos atrás.
Fiquei surpresa, não disse mais nada .sai correndo para casa, cheguei sem folego. quer dizer que aquela velhinha que havia me dado a caixinha, era um fantasma, chorrei. estava morrendo de medo e de pena, quando sussurrei baixinho:
__Ana, por que me deu aquela caixinha?__quando olhei para a frente lá estava ela, a Ana .
__você e um fantasma. o que quer comigo?por que me deu aquela caixinha ?
__Thais, você é boa, eu tenho certeza que você vai mim ajudar, por isso entrei na sua vida. Eu tive que mentir, porque você não me ajudaria se eu dissesse que sou um espírito atormentado.
__Mais ajudar em que ?me fala logo antes que os meus pais cheguem do trabalho.
__Sabe a caixinha que eu te dei ?eu antes de morrer eu a escondi em um fundo falso de um livro, daí eu a tirei e coloquei em cima da televisão para que você a pegasse, quando você foi a minha casa. você precisa pegar essa caixinha e leva-lá ao cemitério da cidade e coloque-a no meu túmulo
__Mas para que ?
__Para que eu possa descansar em paz! essa caixinha foi o meu primeiro namorado que me deu, ela tem que ser colocada dentro da terra do túmulo onde fui enterrada.
__Dona Ana, assim o farei, agora mesmo.
__Desde já, obrigada __e desapareceu, peguei a tal caixinha e fui ao cemitério, chegando lá eu achei logo o túmulo que tinha a foto dela, o túmulo era simples, daqueles que da pra ver a terra, peguei uma pá tirei um pouco de terra e joguei a caixinha, depois cobri, limpei minhas mãos e já ia embora, quando alguém chamou pelo meu nome
__Thais__virei e era Ana__tchau muito obrigada, você me libertou.__e desapareceu.
Fui pra casa, e fiquei muito alegre. hoje tenho quinze anos e depois daquele dia eu nunca mais a vi, estou namorando um garoto lindo, meu primeiro namorado , ele me deu uma caixinha linda redondinha parecida com a que Ana me mandou levar ao cemitério, só muda o formato, mais o material e o mesmo.
autor : Thaís costa